Uma Feliz Páscoa a todos os anjinhos que aprendem a amar O Bom Deus aqui no nosso bloguinho...
Mostrando postagens com marcador Grandes festas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Grandes festas. Mostrar todas as postagens
sábado, 19 de abril de 2014
sexta-feira, 7 de junho de 2013
domingo, 6 de janeiro de 2013
Epifania do Senhor
História dos três
Reis Magos
Os três Reis Magos
(Melquior, Baltasar e Gaspar) são personagens bíblicos. Segundo o apóstolo
Mateus, eles vieram do Oriente, conduzidos por uma linda e brilhante estrela.
Chegaram na cidade
de Belém, local de Nascimento do Menino Jesus, trazendo presentes (mirra, ouro
e incenso). Estes presentes possuíam um sentido simbólico. O ouro representava
a realeza, a mirra (resina antisséptica) simbolizava a pureza, enquanto o
incenso simbolizava a fé.
No contexto
bíblico, a palavra “mago” não significa bruxo ou feiticeiro, mas sim assume o
sentido de sacerdote ou sábio. Eles possuíam poderes e dons divinos.
No Brasil, na
América Latina e em diversos países da Europa, o dia dos Reis Magos é
comemorado todo 6 de janeiro. No Brasil, inclusive, várias festas do nosso
folclore são realizadas no interior do país. Nos reisados, por exemplo, grupos
de pessoas passam de casa em casa pedindo presentes e cantando músicas típicas.
Esta festa foi trazida pelos colonizadores portugueses e espanhóis para o
continente americano.
Curiosidade:
A estrela que
colocamos no topo das árvores de Natal representa a estrela que conduziu os
Reis Magos para a cidade onde Nasceu O Menino Jesus.
Vamos aprender um
pouco mais completando essas atividades? É muito divertido!
domingo, 30 de dezembro de 2012
Festa da Sagrada Família
Família, cuja Glória
Brilha com puro fulgor;
Sê-me sempre na memória,
Sempre invoque o Vosso favor!
Quando um Deus Se manifesta
Como é útil a lição!
Ver Jesus como obedece
Por amor, com sujeição.
Diante desta Família,
Cheios de doce emoção,
Imploremos de joelhos
Seu Poder e Proteção.
Salve, Trindade terrestre,
Jesus, Maria, José,
Reflexo do Deus Celeste
Nossa esperança, amor e fé!
Humildes vimos pedir-Vos
Que no momento final
Vamos, por Vós protegidos,
A Mansão Celestial!
(A Sagrada Família, por um padre redentorista,
edição de 1910)
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
O primeiro Natal
Era uma vez, dois jovens que eram muito fiéis a Deus e O amavam muito. Seus nomes eram Maria e José...
Deus também os amava de forma especial e particular, e decidiu que os dois deveriam viver juntos pelo matrimônio, pois assim se realizaria a Promessa da Vinda do Salvador...
Um dia, estando Maria ainda em sua casa, um Anjo do Céu lhe apareceu e a saudou assim: "Ave Maria, Cheia de Graça! O Senhor É Contigo!"...
Ele lhe falou dos grandes projetos de Deus e lhe perguntou se Ela aceitaria ser a Mãe do Redentor. Maria ficou preocupada pois ainda não vivia com José, mas confiou em Deus e respondeu "SIM"...
Passados os meses, estando os dois longe de casa, pois tinham de estar em Belém para o recenseamento,
completaram-se os dias de gravidez e Maria tinha de dar a luz ao Seu Preciosíssimo Filho...
Então José procurou abrigo em todas as hospedarias, mas já estavam todas lotadas pois muitos estavam ali para serem recenseados também...
Um dos hospedeiros porém lhe indicou um lugar em sua estrebaria, não era confortável para uma mãe e um bebê, mas afinal tinha um teto sobre suas cabeças...
E embora os homens tivessem desprezado A Sagrada Família de Nazaré, os animais os receberam com alegria e festa, e prometeram que aqueceriam O Recém-Nascido naquela noite fria...
José preparou o lugar para torná-lo mais aconchegante para sua Esposa, e apesar da pobreza do lugar, os dois estavam muito felizes por estarem juntos, e com Eles O Pai do Céu com todos os Seus Anjos...
E então o momento mais lindo de toda a história da humanidade aconteceu. O Filho de Deus se fez Homem no meio de nós... Que pena! Nosso egoísmo nos privou desta grande Graça... Só os animais foram testemunha deste acontecimento único...
Mas Deus se compadeceu de nós, e enviou Seus Anjos para anunciarem aos pastores que na cidade de Belém, nascera O Salvador que É O Cristo Senhor...
Os pastores ficaram cheios de alegria pela boa nova tão esperada e correram para ver O Menino prometido pelo Pai...
Ficaram emocionados por verem O Menino Divino deitado em palhinhas numa manjedoura e Seus Pais pobrezinhos num estábulo de animais...
Então, se ajoelharam e adoraram a Divina Criança que viera para salvar-nos de todo poder do mal e nos abrir novamente as Portas do Céu...
Também uns reis magos estavam a procura do Menino, pois sabiam que havia chegado o tempo de Seu Nascimento e queriam visitá-l'O...
Uma linda estrela lhes indicou o caminho, e seguindo-a conseguiram chegar ao lugar privilegiado do histórico acontecimento...
E foram convidados a entrar e adorar Aquele que É O Único Rei, O Rei verdadeiro, Aquele que tem tudo sob Seus Pés, mas que escolhera nascer pobre e desprezado pelo mundo que vivia longe do Amor de Deus...
Eles Lhe trouxeram presentes: ouro, incenso e mirra. O ouro simboliza a Sua Realeza, o incenso a Sua Divindade e a mirra os Seus futuros sofrimentos...
José e Maria estavam muito felizes com Seu Bebezinho, seus corações estavam transbordantes de Amor e gratidão pelo incomparável Presente que Deus lhes havia dado...
E todos se ajoelharam e adoraram O Filho do Altíssimo, que embora fosse uma frágil criancinha, era O Dono do Mundo...
Em cada Natal é este Milagre do Amor de Deus que devemos festejar, O Nascimento de Jesus, Salvador da Humanidade.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
O Anjo da Guarda
Há na Criação, uma série de seres, que vai desde os minerais até os puramente
espirituais. A existência destes últimos não poderíamos conhecer por nossa razão
apenas, mas a conhecemos pela Revelação. São os Anjos.
- Existência dos Anjos
A Bíblia está cheia da existência dos Anjos, os
quais aparecem desde o princípio (Gên.3). No Antigo Testamento Eles aparecem
impedindo que Abraão sacrifique Isaac, consolando Agar no deserto (ver cap. 16 e
22 do Gênesis), alimentando Elias (I Rg 19). E em muitas outras passagens. Nos
Evangelhos e nos Atos dos Apóstolos há numerosas aparições de Anjos, cumprindo
ordens de Deus. Apesar disto, o espiritismo, desprezando totalmente a Bíblia,
nega a existência dos Anjos.
- Como são os Anjos
Os Anjos são as Criaturas mais perfeitas,
porque são as mais semelhantes a Deus, por serem puramente espirituais. São
superiores aos homens pela inteligência, pela vontade, pelo poder. Fatos da
Bíblia o mostram. Um Anjo matou de uma vez 185 mil soldados dos assírios (Is
37,36); outro arrebatou Habacuc pelos cabelos e o levou para Babilônia (Dan
14,35).
- Que fazem os Anjos?
a) Adoram e louvam a Deus sem cessar,
felizes por contemplá-l'O no Céu.
O profeta Isaías os viu cantando sem cessar os
louvores da Ssa. Trindade: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus dos
exércitos (Is. 6,3)
b) Cumprem as ordens de Deus
Guardam a porta do Paraíso (Gên. 3,24);
comunicam o Nascimento de Cristo (Lc 2,13) e Sua Ressurreição (Lc. 24,4),
etc.
c) Protegem-nos contra os males da alma e do
corpo, pois, no seu amor aos homens, Deus deu a cada um de nós um Anjo da Guarda.
Os seus Anjos, no Céu, contemplam sempre a Face
do Meu Pai (Mt. 18,10), disse Jesus (ver a libertação de São Pedro; At.
12,1-11)
- Culto aos Anjos
1 – Além das festas dos Arcanjos São Gabriel
(24 de março), São Miguel (29 de setembro) e São Rafael (24 de outubro), a
Igreja celebra a dos Anjos da Guarda (2 de outubro).
2 – Assim nos ensina a honrar o nosso Anjo da Guarda, invocá-lo nos perigos e tentações, confiar nele, ouvir as suas
sugestões.
Oração para rezarmos diariamente ao Anjo da Guarda:
“Santo Anjo do Senhor,
meu zeloso guardador,
já que a ti me confiou,
a Piedade divina.
Sempre me rege e guarda,
governa e ilumina. Amém.”
Doce Amigo
Este é um slide que eu fiz da minha música em homenagem a todos os nossos preciosos Anjos da Guarda.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Exaltação da Santa Cruz
A Festa da Exaltação da Santa Cruz, que celebramos hoje, 14 de setembro, é a Festa da Exaltação do Cristo vencedor. Para nós cristãos, a Cruz é o maior símbolo de nossa fé, cujos traços nós nos persignamos desde o início do dia, quando levantamos, até o fim da noite ao deitarmos. Quando somos apresentados à comunidade cristã, na cerimônia batismal, o primeiro Sinal de acolhida é o Sinal da Cruz traçado em nossa fronte pelo padre, pais e padrinhos, sinalando-nos para sempre com Cristo.
A Cruz recorda o Cristo crucificado, o Seu sacrifício, o Seu martírio que nos trouxe a salvação. Assim sendo, a Igreja há muito tempo passou a celebrar, exaltar e venerar a Cruz, inclusive como Símbolo da Árvore da Vida que se contrapõe à árvore do pecado no Paraíso, quando a serpente do Paraíso trouxe a morte, a infelicidade a este mundo, incitando os pais a provarem o fruto da árvore proibida. (Gn 3,17-19)
No deserto, a serpente também provocou a morte dos filhos de Israel, que reclamavam contra Deus e contra Moisés (Nm 21,4-6). Arrependendo-se do seu pecado, o povo pediu a Moisés que intercedesse junto ao Senhor para livrá-los das serpentes. Assim, O Senhor, com Sua bondade infinita, ordenou a Moisés que erguesse no centro do acampamento um poste de madeira com uma serpente de bronze pendurada no alto, dizendo que todo aquele que dirigisse seu olhar para a serpente de bronze se curaria. (Nm 21,8-9)
Esses símbolos do passado, muito conhecidos pelo povo (serpente, árvore, pecado, morte), nos dizem que na Festa da Exaltação da Santa Cruz, no lugar da serpente de bronze pendurado no alto de um poste de madeira, encontramos O próprio Jesus levantado no lenho da Cruz. Se o pecado e a morte tiveram sua entrada neste mundo através do demônio (serpente do paraíso) e do deserto; a bênção, a salvação e a Vida Eterna vêm do Cristo levantado no alto da Cruz, de onde Ele atrai para Si os olhares de toda a humanidade. Assim, a Igreja canta na Liturgia Eucarística de Festa: “Santa Cruz adorável, de onde a vida brotou, nós, por Ti redimidos, Te cantamos louvor!”
A Cruz não é uma divindade, um ídolo feito de madeira, barro ou bronze, mas sim, Santa e Sagrada, onde pendeu O Salvador do mundo. Traçando o Sinal da Cruz em nossa fronte, a todo o momento nós louvamos e bendizemos a Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo, agradecendo o tão grande bem e amor que, pela CRUZ, O Senhor continua a derramar sobre nós.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
O Santíssimo Nome de Maria
Em 1683, os turcos atacaram Viena, procurando atingir a Europa cristã. O exército dos países cristãos venceu os agressores com a bravura do rei da Polônia, João Sobieski. Logo em seguida a Hungria se liberta de 150 anos de dominação muçulmana.
Em ação de graças pelo auxílio de
Nossa Senhora, o papa Inocêncio XI instituiu a festa do Santíssimo Nome de
Maria, no dia 12 de setembro. Na manhã do dia da batalha, Sobieski colocou-se,
bem como a todo seu exército, sob a proteção de Maria Santíssima. E assistiu à
Santa Missa, durante a qual permaneceu rezando com os braços em forma de cruz.
Ao sair da igreja, ordenou o ataque. Os turcos fugiram cheios de terror e
abandonaram tudo, até o grande estandarte de Maomé, que o vitorioso rei católico
enviou ao Soberano Pontífice como homenagem a Maria.
Pronunciar o Nome
de Maria é encanto especial. Em Maria tudo lembra Deus: Seu Amor, Sua bondade, Sua Misericórdia, Sua lealdade, Sua disponibilidade. Nela tudo se refere a
Cristo: Sua simplicidade, Sua humildade, o acolhimento da Sua Palavra. Celebrar
o Nome de Maria é beber da água pura da fonte, é abrir o coração para a ternura
de Deus e para os nobres sentimentos da fé. Lembrar Maria e Seu Nome bendito, é
penetrar na história do novo Povo de Deus.
ORAÇÃO AO SANTO NOME DE MARIA
Ó poderosa Mãe de Deus e Mãe minha, Maria, é verdade que eu não sou digno nem mesmo de nomear-Te, mas Tu me amas e desejas a minha salvação. Concedei-me, embora a minha língua seja impura, de poder sempre chamar em minha defesa o Teu Santíssimo e Poderosíssimo Nome, porque o Teu Nome é a ajuda de quem vive e a salvação de quem morre.
Maria puríssima, Maria dulcíssima, concede-me a graça de que o Teu Nome seja de agora em diante o sopro de minha vida. Senhora, não demore em me socorrer toda vez que eu Te chamar, porque, em todas as tentações e em todas as minhas necessidades, não quero parar de invocar-Te, repetindo sempre: Maria, Maria. Assim quero fazer durante minha vida e espero particularmente na hora da morte, para vir louvar eternamente no Céu o Teu amado Nome: “Ó clemente, ó pia, ó doce Virgem Maria”.
Maria, amabilíssima Maria, que conforto, que doçura, que confiança, que ternura sente a minha alma mesmo apenas pronunciando o Teu Nome, ou apenas pensando em Ti! Dou graças ao meu Deus e Senhor que Te deu, para meu bem, este Nome tão amável e poderoso.
Ó Senhora, não me basta chamar-Te pelo nome algumas vezes, quero invocar-Te mais vezes, quero que o amor me lembre de chamar-Te a toda hora, em tal modo a poder eu também exclamar com Santo Anselmo: “Ó Nome da Mãe de Deus, Tu és o meu amor!”.
Minha querida Maria, meu amado Jesus, os Vossos dulcíssimos Nomes vivam sempre no meu e em todos os corações. A minha mente se esqueça de todos os outros, para lembrar-se somente e para sempre de invocar os vossos Nomes adorados.
Meu Redentor Jesus e minha Mãe Maria, quando chegar o momento de minha morte, no qual a alma tiver que deixar o corpo, me concedam, então, pelos Vossos merecimentos, a graça de pronunciar as últimas palavras dizendo e repetindo: “Jesus e Maria Vos amo, Jesus e Maria Vos dou meu coração e minha alma”. (Santo Afonso Mª de Ligório)
sábado, 8 de setembro de 2012
O Feliz Nascimento de Maria Santíssima Senhora Nossa
Chegou para o mundo o
alegre dia do feliz parto de Santa Ana, e nascimento daquela
que vinha santificada e consagrada para Mãe do mesmo Deus. ...
Sua Mãe Ana foi
prevenida por interior..., na qual recebeu aviso do Senhor que chegara a
hora do parto. Ouviu sua voz cheia de gozo do divino Espírito, e prostrada em
oração pediu ao Senhor que a assistisse com sua graça e proteção para o feliz
sucesso de sua maternidade.
Sentiu o natural
movimento que acontece em tal caso, e a mais que ditosa menina Maria foi, por
virtude e providência divina, arrebatada num altíssimo êxtase. Abstraída de
todas as operações sensitivas, nasceu ao mundo sem o conhecer pelos sentidos,
pois por eles poderia ter notado, já que possuía o uso da razão. O poder do
Altíssimo dispôs por daquele modo, para que a princesa do céu não percebesse o
próprio nascimento.
Maria, aurora da
graça
Nasceu pura. Limpa,
formosa e cheia de graças, publicando por elas que vinha livre da lei e tributo
do pecado. Em substância , nasceu como os demais filhos de Adão, mas com tais
condições e particularidades da graça, que este nascimento foi admirável milagre
para toda a natureza e eterno louvor de seu autor.
Despontou, pois, este
divino luzeiro no mundo às doze horas da noite, começando a separar a noite e
trevas da antiga lei, do novo dia da graça que já queria amanhecer.
Envolveram-na em panos
e foi tratada como as demais crianças, aquela que tinha sua mente na Divindade,
e como infante, quem em sabedoria excedia a todos os mortais e aos mesmos anjos.
Não consentiu sua mãe que outras mãos cuidassem da menina, e com as suas as
envolveu em mantilhas. Seu estado não lhe foi impedimento, porque foi isenta das
onerosas conseqüências que ordinariamente sofrem as outras mães em seus
partos.
Oração de
Santa Ana
Recebeu
Santa Ana em suas mãos aquela que, sendo sua filha, era ao
mesmo tempo o maior tesouro do céu e da terra entre as puras criaturas, inferior
somente a Deus e superior a toda a criação.
Com fervor e lágrimas
a ofereceu a Deus dizendo interiormente: Senhor de infinita sabedoria e poder,
criador de tudo quanto existe: ofereço-vos o fruto do meu seio, recebido de
vossa bondade, com eterno agradecimento por mo terdes dado sem eu tê-lo podido
merecer. Na filha e mãe cumpri vossa vontade santíssima e do alto de vosso trono
e grandeza olhai para nossa pequenez.
Sede eternamente
bendito por terdes enriquecido o mundo com criatura tão agradável ao vosso
beneplácito, e porque Nela preparastes a morada e tabernáculo (Sb 9,8) para o
Verbo Eterno residir. A meus santos pais e profetas dou felicitações e neles a
toda a linhagem humana, pelo seguro penhor que lhes dais de sua redenção.
Entretanto, como
tratarei aquela que me dais por filha, se não mereço ser sua serva? Como tocarei
a verdadeira arca do testamento? Dai-me, Senhor e Rei meu,
a luz que necessito para conhecer vossa vontade, e executá-la para vosso agrado
e serviço de minha filha.
Resposta do Senhor
Respondeu o Senhor no
intimo da santa matrona, que exteriormente tratasse a divina menina como sua
filha sem mostrar-lhe reverência, mas que conservasse em seu coração essa
reverência. No mais, cumprisse com as obrigações de verdadeira Mãe, criando sua
filha com solicitude e amor.
Assim fez a feliz mãe.
Usando deste direito e permissão, sem perder a divina reverência, deliciava-se
com sua Filha Santíssima, tratando-a e acariciando-a como as outras mães, mas
atenda a grandeza do tão oculto e divino segredo que entre ambas haviam.
Os anjos de guarda da
meiga menina, com grande multidão de outros deles, a reverenciaram nos braços de
sua mãe e lhe entoaram celestial música, da qual ouviu um pouco a ditosa
Ana.
Os mil anjos nomeados
para a custódia da grande Rainha, ofereceram-se e dedicaram-se ao seu serviço.
Foi esta a primeira vez que a divina Senhora os viu em forma corpórea, com as
divisas e vestes que explicarei noutro capítulo. A menina pediu-lhes louvassem
com Ela, e em seu nome, ao altíssimo.
S. Grabriel anuncia
ao limbo o nascimento de Maria
No momento em que
nasceu nossa princesa Maria, o Altíssimo enviou o Santo Arcanjo Gabriel para
participar aos santos pais do limbo esta tão alegre nova para eles.
O embaixador celestial
desceu logo, iluminando aquela profunda caverna e alegrando aos justos nelas
detidos. Noticiou-lhes que já começava amanhecer o dia da eterna felicidade e
redenção do gênero humano, tão desejado e esperado pelos santos e vaticinado
pelos profetas. Já nascera a futura Mãe do Messias prometido, e muito em breve
veriam a salvação e glória do Altíssimo.
Deu-lhes notícia os
santo Príncipe, das excelências de Maria Santíssima e do que a mão do onipotente
começara a fazer por Ela, para conhecerem, melhor o ditoso princípio do mistério
que poria fim a sua prolongada prisão.
Todos aqueles pais,
profetas e demais justos que estavam no limbo alegraram-se em espírito, e com
novos cânticos louvaram o Senhor por este benefício.
Os anjos
reconheceram Maria por sua Rainha
Quem poderá dignamente
exaltar este maravilhoso prodígio da destra do onipotente ? Quem dirá o gozo e
admiração dos espíritos celestiais, ao verem e celebrarem com novos cânticos
aquela tão nova maravilha entre as obras do Altíssimo ?.
Ali reconheceram e
reverenciaram a sua Rainha e Senhora, escolhida para Mãe Daquele que seria sua
cabeça, causa da graça e da glória que possuíam, pois as deviam aos méritos de
Cristo, previstos na divina aceitação.
Mas, que língua e que
pensamento mortal Poe entrar no segredo do coração daquela tenra menina, no
sucesso e feitos de tão peregrino favor ?. Deixo-o a piedade católica, e muito
mais aos que no Senhor o conheceram, e a nós quando por sua misericórdia
infinita chegarmos a gozá-lo face a face.
Deus impõe-lhe o
nome de Maria
Determinou-se naquele
divino consistório e tribunal, dar nome a Menina rainha. Como nenhum é legitimo
e adequado senão o que é posto no ser imutável de Deus, onde com equidade, peço
medida e infinita sabedoria se dispensam e ordenam todas as coisas, quis Sua
Majestade dá-lo por si mesmo, no céu.
Manifestou aos
espíritos angélicos que as três divinas pessoas haviam decretado e formado os
dulcíssimos nomes de Jesus e Maria, para filho e mãe ab initio ante
saecula. Que desde toda a eternidade haviam se comprazido neles,
gravando-os em sua memória eterna e tendo os presentes em todas as coisas a que
haviam dado existência, pois para o serviço deles tinham sido criados.
Conhecendo estes e
outros mistérios, os santos anjos ouviram sair do trono do Pai Eterno que
dizia:- Nossa eleita chamar-se–á Maria, e este nome há de ser maravilhoso e
magnífico. Os que o invocarem com devoção receberão copiosíssimas graças, os que
o pronunciarem com reverência serão consolados, e todos acharão nele alívio para
suas dores, tesouros com que se enriquecerem, luz para serem guiados à vida
eterna. Será terrível contra o inferno, esmagará a cabeça da serpente e obterá
insígnes vitórias contra os príncipes das trevas.
Mandou o Senhor aos
espíritos angélicos que participassem este ditoso nome à Sant´ana, para ser
realizado na terra o que fora confirmado no céu. A divina Menina prostrada pelo
afeto ante o trono, deu humildes graças ao Ser eterno e com admiráveis e
dulcíssimos cantos recebeu o nome.
Se se quisesse escrever as prerrogativas e graças que lhe concederam,
seria mister compor livro separado em maiores volumes.
Os santos
reverenciaram de novo, no trono do Altíssimo, a Maria Santíssima por futura Mãe
do Verbo, sua Rainha e Senhora. Veneraram seu nome, prostrando-se ao ser
pronunciado pela voz do eterno Pai, particularmente os que o levavam sobre o
peito como divisa. Todos cantaram louvores por mistérios tão grandes e ocultos,
mas a Menina Rainha ignorava a causa de quanto presenciava, porque não lhe seria
manifestada sua dignidade de Mãe do Verbo até o tempo da
Encarnação.
Com o mesmo júbilo e
reverência voltaram os anjos a pô-la nos braços de Sant´ana, a quem foi oculto
este sucesso e a ausência de sua filha, pois fora substituída por um de seus
anjos da guarda, com um corpo aparente.
Além disso, enquanto a
divina Menina esteve no céu empíreo, teve sua mãe Ana um êxtase de altíssima
contemplação. Nele, ainda que ignorava o que se passava com sua Menina, lhe
foram manifestados grandes mistérios da dignidade da Mãe de Deus para a qual sua
filha era escolhida. A prudente matrona conservou-os sempre em seu coração,
meditando-os para, de acordo com eles, proceder com sua filha.
O Nascimento de
Maria, alegria para o Céu e a terra
Aos oito dias do
nascimento da grande Rainha, desceram das alturas multidões de anjos
formosíssimos e roçagantes. Traziam um brasão no qual vinha gravado e
resplandecente o nome de MARIA. Manifestando-se a ditosa mãe Ana disseram-lhe
que o nome de sua filha era o que traziam. Que a divina providência lho havia
dado e ordenava que ela e Joaquim o impusessem logo. ...
... Deste modo recebeu nossa Princesa o nome que lhe foi dado pela
Santíssima Trindade, no céu no dia em que nasceu, e na terra oito dias depois.
Foi inscrito no registro dos demais, quando sua mãe foi ao Templo para cumprir a
lei, ...
Fonte:
Livro: “Mística
Cidade de Deus” – Maria de Ágreda - Espanha Século XVII
Primeiro Tomo -
páginas: 171 a 175 - Capítulo 21
Assinar:
Postagens (Atom)




































